Star Wars Os Últimos Jedi é um filme sobre fracassos e imprevisibilidade.

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Eu sou o Alexandre Kirst e hoje, é claro, falamos sobre os acertos, os pontos positivos as cenas memoráveis de Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi! Se liga, porque o programa está repleto de spoilers! Então, cuidado: apenas siga se já tiver assistido ao filme. Primeiro, aqui no PlotCast Drops, falamos sobre este Star Wars sem spoilers. Depois, no podcast anterior, comentamos os deslizes, os pontos negativos da produção. Agora, enfim, chegou a hora de destacar o que há de lindo em Os Últimos Jedi. Vamos nessa?

Antes, quero reiterar aqui que o Drops é tanto um podcast quanto um texto. Basta acessar plots.com.br para conferir todo o nosso conteúdo. Além disso, assine nosso feed no iTunes ou no seu agregador preferido de podcasts. Você ainda pode nos ouvir diretamente pelo soundcloud.com/plotcast. Certo? Então vamos falar sobre Os Últimos Jedi.

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A jornada de Luke Skywalker.

Vamos começar falando de Luke. A jornada é bonita. A nostalgia bate forte. Vemos Luke dentro da Millenium Falcon. Encontra R2-D2. E então somos agraciados com a cena da reprodução da mensagem de socorro de Leia. O momento transcende a ficção. Isso é Star Wars. O início de tudo. Dentro do enredo, é o novo chamado de Leia, da resistência, dos rebeldes. Ocorre depois da morte de Han Solo, ainda no episódio anterior, pelo próprio filho. O vilão que Luke criou. Desculpem a expressão, mas puta, que cena foda. Digo que hoje transcende a ficção porque Carrie Fisher não está mais entre nós. Sabendo disso, o coração bate mais forte. E a emoção vai às alturas.

Além disso, temos a aparição de Yoda. O verdadeiro Yoda. O boneco. Sábio como sempre. Ensina a Luke, e a todos nós, o que já sabíamos, mas talvez escolhemos esquecer: o melhor professor o fracasso é. É mestre Yoda quem nos conta sobre do que se trata Os Últimos Jedi. É um filme sobre fracassos. Sobre erros. Sobre desilusão. Errar é humano, até mesmo para um jedi. Com essa lição, Luke está pronto para seguir adiante. Não sem antes demonstrar o maior poder já visto em um filme de Star Wars.

Temos a despedida de Luke e Leia. Mas que também pode ser lida como a despedida de Mark Hamill e Carrie Fisher. E aí está a ironia da vida. Os papeis se invertem. Se no enredo Luke sabe que seguirá adiante e se despede da irmã, na vida real a cena coroa a eterna ligação entre os dois astros. Talvez seja a imagem de Luke Skywalker, o personagem da ficção, e Carrie Fisher, a atriz que desafiou os padrões da indústria do entretenimento, os dois transcendendo o real e o ficcional. Lembrando que seus legados serão eternos enquanto seguirem em nossas memórias.

Luke, o maior de todos os jedi.

Voltando para a história, o duelo final é fantástico. Luke não deixa pegadas no solo coberto por sal. Devíamos ter percebido isso. Mas a emoção era grande demais para prestar atenção em detalhes. Finalmente o grande Luke Skywalker estava em ação. A espera de mais de 30 anos, desde O Retorno de Jedi, valeu a pena. A situação que Luke criou por conta de seu poder é sem precedentes em Star Wars. Nenhum outro jedi fez algo tão gigantesco.

Luke salvou o restante da resistência. Luke é, mais um vez, uma nova esperança, o título do primeiro Star Wars. Passar o bastão era necessário. E Luke virou uma lenda ao fazê-lo. E então ele se transforma Um com a Força. O caminho natural de todos os grandes em Star Wars. Essa cena jamais vai sair da minha cabeça.

Luke, mirando o horizonte, como bem aponta Yoda. Observando os dois sois de Ach-To. Assim como fazia em Tatooine, antes de encontrar Obi-Wan. Antes de ser um Skywalker. Antes de ser uma nova esperança. Mas a expressão não era de dor, angústia, tristeza. Pelo contrário. Era de dever cumprido. O ciclo se fechando. Do fracasso à redenção. A partir do horizonte, o legado de Luke conquistou todos os cantos da galáxia. Está na história e no imaginário dos rebeldes e dos oprimidos. Está no imaginário de todos nós.

Os Últimos Jedi é sobre fracassos.

Falei que Os Últimos Jedi é sobre fracassos. Então vamos a eles. Digo isso porque os planos dão errado. E os personagens aprendem com eles. Rey fracassa. Primeiro ao ser (ou não ser) treinada por Luke. Depois, no próprio treinamento, ao ir direto à caverna do lado sombrio. Por fim, Rey fracassa com Kylo Ren. Não em um duelo, mas na ilusão de poder trazê-lo à luz. Os pais de Rey, aliás, é uma grande sacada de Rian Johnson. Ela ser filha de ninguém, de nenhum personagem relevante para o universo de Star Wars e, além disso, ter sido vendida, trocada por bebida, é um grande fracasso. Tanto para Rey quanto para nós, fãs, que teorizaram todas as situações possíveis. Nós também precisamos lidar com o fracasso.

O arco de Poe Damaron, Finn e Rose também é repleto de fracassos. Vamos começar com Poe. Mesmo quando ele é bem sucedido, há fracasso. Prova disso é a primeira missão, logo no início do filme. Ele e BB-8 conseguem destruir todas as armas da superfície da nave da Primeira Ordem, mas como bem lembra Leia, a qual custo? Boa parte da frota rebelde foi abatida por conta disso.

Depois, Poe cria um motim contra a almirante Holdo para colocar o plano de Finn e Rose em prática. O plano falha quando a capitã Phasma captura Finn e Rose, a dupla de trapalhões do filme. Entretanto, no final de Os Últimos Jedi, Poe está diferente. Evoluiu. A ponto de repetir a fala de Holdo ao dizer que “somos a fagulha que acenderá o fogo que derrotará a Primeira Ordem”, em uma tradução livre. Poe é o novo líder da resistência, como bem apontou Leia. Nossa princesa general passou o bastão adiante.

Por falar em Leia e Holdo, a resistência também lida com grandes fracassos. Tudo deu errado. Até a chegada de Luke, é claro. Embora o final de Os Últimos Jedi tenha um ar otimista, bem diferente do tom de O Império Contra-Ataca, o filme do meio da primeira trilogia, muito foi perdido pela resistência. Eles perderam tanto que voltaram a ser rebeldes. Assim como na trilogia original. Perderam tanto que, para não perder mais, Holdo protagoniza uma das cenas mais impactantes do filme. Tão diferente que alguns cinemas precisam avisar aos espectadores que lá pelas tantas terá uma cena em total silêncio. Um final digno para uma personagem que, mesmo em pouco tempo de tela, ficou marcada na imensidão da galáxia.

Fracassos e imprevisibilidades.

Em Os Últimos Jedi até mesmo quem parece não fracassar, fracassa. É o caso de Kylo Ren. O desenvolvimento do personagem é irretocável. Muito bem conduzido por Rian Johnson. A confusão, o distúrbio, as dúvidas, tudo isso é posto em tela de maneira arrebatadora. Eu, como espectador, entendo as motivações do personagem. E isso é fundamental. O bacana é que estamos falando do vilão. Normalmente nós entendemos as motivações dos mocinhos. Quando o lado sombrio também tem tempo suficiente para apresentar seus dilemas, a história fica mais rica. E imprevisível.

É o caso do encontro entre Kylo Ren, Rey e Snoke. Tudo ali é imprevisível. O duelo é foda, desculpem a expressão, mais uma vez. Mas é a melhor definição para o que vemos na tela. Sigo com a minha opinião sobre o fim simplório de Snoke, a qual comentei no PlotCast Drops anterior. Mas não tenho como negar que ver o Supremo Líder narrar sua própria morte é demais. Depois disso, a união entre Rey e Kylo Ren, os dois enfrentando a guarda real da Primeira Ordem. Que cena, que cena! Daquelas de comemorar e empolgar toda a sessão de cinema.

Imprevisível também é a cena final. O duelo entre Luke e Kylo Ren. No filme anterior, Kylo mata o próprio pai, ninguém menos que Han Solo. Neste, o que iria me garantir que ele não mataria Luke Skywalker? Ainda mais depois de todas as nossas certezas de espectadores serem postas à prova. É a isso que me refiro quanto à imprevisibilidade e aos fracassos. Esses fatores tornam Os Últimos Jedi um filme intenso.

A reflexão final sobre Os Últimos Jedi.

Os Últimos Jedi evolui o universo de Star Wars. A sensação é de que qualquer personagem pode morrer. Qualquer personagem pode nos deixar órfãos. É esse o sentimento na cena de Finn, quando ele voa contra o canhão da Primeira Ordem. É esse o sentimento no duelo de Luke contra Kylo Ren. Foi assim quando Leia é jogada no espaço. A morte de Snoke foi uma surpresa. Capitã Phasma é derrotada e provavelmente morre. Enfim, é disso que trata Os Últimos Jedi: fracassos e imprevisibilidade.

O normal seria projetar o que vem pela frente no Episódio IX. Mas Os Últimos Jedi é intenso demais para simplesmente seguirmos adiante. Merece uma boa reflexão sobre quais os rumos que Star Wars deve seguir a partir de agora. Seguimos com a certeza de que nada vai nos ensinar tanto quanto nossas próprias derrotas.

Considerações finais

Muito obrigado a você que me acompanhou no PlotCast Drops! Além de produzir conteúdo para o Plots eu também sou escritor e publiquei meu primeiro livro em formato ebook na Amazon. Trata-se de Cronolapso, o apocalipse do tempo. Uma história que pensa o fim do mundo de uma maneira bem peculiar. Você pode saber mais sobre o Cronolapso em www.cronolapso.com.br.

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TEXTO, NARRAÇÃO E EDIÇÃO: Alexandre Kirst

TRILHA SONORA: John Williams – Peace and Purpose, From “Star Wars: The Last Jedi”

TRILHA SONORA: Ross Bugden – Fall (licensed under a ‘Creative Commons Attribution 4.0 International License) – www.youtube.com/channel/UCQKGLOK2FqmVgVwYferltKQ

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Alexandre Kirst
Alexandre Kirst
Um publicitário apaixonado pela intensidade das palavras.