Nenhum filme de Star Wars permaneceu com seus conceitos tão vivos na minha cabeça quanto Os Últimos Jedi.

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Eu sou o Alexandre Kirst e o assunto de hoje não pode ser outro: Star Wars Episódio VIII: Os Últimos Jedi! Este episódio do PlotCast é totalmente livre de spoilers. O que quero compartilhar aqui é a minha experiência com o filme, nesse misto de fã, podcaster e contador de histórias. Posso te adiantar que foi uma jornada e tanto. Além disso, já deixo um convite: o próximo PlotCast também será sobre Os Últimos Jedi, mas repleto de spoilers e com uma análise mais crítica. Nos próximos dias já estará aqui no nosso feed.

Antes, quero reiterar aqui que o Drops é tanto um podcast quanto um texto. Basta acessar plots.com.br para conferir todo o nosso conteúdo. Além disso, assine nosso feed no iTunes ou no seu agregador preferido de podcasts. Você ainda pode nos ouvir diretamente pelo soundcloud.com/plotcast. Certo? Então vamos falar sobre Os Últimos Jedi!

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Eu discordo de todas as decisões narrativas de Os Últimos Jedi, até que…

Em entrevistas e coletivas de imprensa que fizeram parte da divulgação do filme, Mark Hamill disse que discordou de todas as decisões de Rian Johnson sobre Luke Skywalker neste Episódio VIII. Esse foi o meu primeiro sentimento ao sair da sessão de Os Últimos Jedi. Eu discordei de todas as escolhas narrativas para as principais questões levantadas a partir de O Despertar da Força. Assim, essa foi a minha primeira impressão. Aquela logo ao sair da sala de cinema, voltar pra casa e colocar a cabeça no travesseiro.

Mas quem disse que se consegue dormir depois de ver um filme envolto a tamanha expectativa? Aos poucos, ao refletir sobre a história, fui mudando de opinião sobre alguns aspectos. Como esse episódio do PlotCast é livre de spoilers, não vou falar sobre nada em específico. Mas como um fã de Star Wars, torci o nariz para muitas coisas que vi no cinema. Entretanto, a experiência pós-filme, de dia seguinte, foi fazendo com que eu revisse a minha posição sobre Os Últimos Jedi. Cada cena que eu revia na memória aumentava a minha satisfação com o filme.

Análise da narrativa de Os Últimos Jedi.

Vamos por partes. Toda narrativa pode ser analisada em três camadas. A primeira delas é o visual. E que visual Os Últimos Jedi apresenta! O filme é lindo. Tem cenas magníficas. O contraste das cores está fantástico. Os lugares, as ambientações, novos planetas, tudo é de um bom gosto ímpar. O design sempre foi um ponto alto de Star Wars e aqui não é diferente. As criaturas tem o DNA da franquia, as naves te deixam com vontade de embarcar em seus cockpits e dar uma volta pela galáxia e por aí vai. Os planos são muito competentes e contam a história de modo muito bonito.

A segunda instância de análise da narrativa é a da história. É o enredo que nos é contado. Aqui, temos um problema. Os Últimos Jedi é recheado de tropeços narrativos. Algumas coisas são bobas, outras são subjetivas, mas muitas são falhas graves de roteiro. No próximo PlotCast quero falar mais dessa questão. Quero exemplificar meu ponto de vista nesse aspecto. Sem revelar nada da trama, posso dizer que algumas decisões geraram o que se chama popularmente de barriga narrativa: toda uma volta para se chegar a lugar nenhum. Em um livro isso já é problemático, em um filme é ainda mais complicado. Enfim, de modo geral, algumas circunstâncias, motivações e escolhas dos personagens não são claras o suficiente ou simplesmente não fazem sentido.

Mas o que realmente fez com que eu me conectasse a este Episódio VIII foi a terceira camada, o âmbito da fábula, da expressão. Falei no episódio passado sobre a cultura, a mística de Star Wars. E não há como negar que Rian Johnson e equipe valorizam muito este aspecto. Os Últimos Jedi começa como um filme qualquer de fantasia ou ficção científica. Mas termina como uma das grandes experiências cinematográficas de Star Wars.

A cultura Star Wars vive em Os Últimos Jedi.

A essência criada há mais de 40 anos por George Lucas está ali. É possível reconhecê-la, mesmo com mudanças muito importantes e pontuais. Estamos em casa, como disse Han Solo a Chewbacca no episódio anterior. Estamos diante de um novo filme de Star Wars, que trata o antigo com respeito, sem medo de avançar em aspectos chave da franquia.

Como um contador de histórias, não posso negar que me decepcionei com o enredo de Os Últimos Jedi. Esperava menos erros, menos brechas, menos confusão narrativa. Como um fã de Star Wars, acho que aprendi a ver boa parte do cânone desse universo de uma maneira diferente. Como narrei neste programa, a minha jornada de aceitação não foi fácil. Mas foi natural. Sinto que a galáxia muito, muito distante está cada vez mais próxima da nossa realidade. A Força, no final das contas, está conosco.

O resultado do descontentamento narrativo com novas ideias para um universo já estabelecido e amplamente expandido é positivo. É claro que é positivo! Afinal, sejamos sinceros, Star Wars nunca foi reconhecido como uma séries de filmes que representava algum tipo de primor narrativo ou de texto. O que fez Star Wars se tornar Star Wars é o sentimento. É a fábula. É a aura presente nessa história mítica do espaço. E esses elementos estão riquíssimos em Os Últimos Jedi.

Aquela reflexão muito, muito pessoal.

Nenhum filme de Star Wars permaneceu com seus conceitos tão vivos na minha cabeça quanto este Episódio VIII. Vá, veja, curta, reflita, pense. Star Wars está mais vivo do que nunca, expandindo suas ideias como nunca e inovando como sempre. Ignore suas expectativas, vá de mente aberta. Escute o mestre Luke: “This is not going to go the way you think!”, “isto não será do jeito que você imagina”. No final das contas, essa fala pode não ter sido dita somente dentro da história, mas também diretamente pra você. No meu caso, foi o que aconteceu.

E eu jamais vou discordar do grande Luke Skywalker.

Considerações finais.

Muito obrigado a você que me acompanhou no PlotCast Drops! Além de produzir conteúdo para o Plots eu também sou escritor e autopubliquei meu primeiro livro em formato ebook na Amazon. Trata-se de Cronolapso, o apocalipse do tempo. Uma história que pensa o fim do mundo de uma maneira bem peculiar. Você pode saber mais sobre o Cronolapso em www.cronolapso.com.br.

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TEXTO, NARRAÇÃO E EDIÇÃO: Alexandre Kirst

TRILHA SONORA: John Williams – Main Title and Escape, From “Star Wars: The Last Jedi”

TRILHA SONORA: Ross Bugden – Fall (licensed under a ‘Creative Commons Attribution 4.0 International License) – www.youtube.com/channel/UCQKGLOK2FqmVgVwYferltKQ

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Alexandre Kirst
Alexandre Kirst
Um publicitário apaixonado pela intensidade das palavras.