A jornada de Kylo Ren tem tudo para ser mais marcante que a do próprio Anakin Skywalker.

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Eu sou o Alexandre Kirst e hoje vamos falar sobre Star Wars! Na verdade, durante todo o mês de dezembro falaremos sobre Star Wars. Isso porque o PlotCast Drops retorna em grande estilo: com podcasts semanais sobre essa franquia que tanto amamos. A ideia é fazermos o aquecimento para o lançamento de Os Últimos Jedi agora no final do ano. E no episódio de hoje, o assunto é Kylo Ren.

Antes, quero reiterar aqui que o Drops é tanto um podcast quanto um texto. Basta acessar plots.com.br para conferir todo o nosso conteúdo. Além disso, assine nosso feed no iTunes ou no seu agregador preferido de podcasts. Você ainda pode nos ouvir diretamente pelo soundcloud.com/plotcast. Certo? Então vamos falar sobre Kylo Ren!

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Reflexões sobre Kylo Ren.

Kylo Ren, em uma primeira análise, é um vilão confuso. Tem um potencial gigantesco, como é visto logo na sua primeira aparição, quando ele trava um disparo de uma blaster com a Força. Ali, naquela cena, somos apresentados a um sujeito com um poder tremendo. Entretanto, ao longo da narrativa, vemos que Kylo é histérico. É inseguro. Está ofuscado por pessoas do seu passado.

Por essas e por outras, alguns espectadores o chamaram de fraco quando o Episódio VII saiu. Sob uma perspectiva um pouco mais profunda, percebemos que Kylo Ren é um personagem em formação. O que, de fato, é literalmente apresentado em O Despertar da Força, pois Snoke comenta que o seu treinamento não estava completo.

Ao falar sobre Kylo Ren, o que mais me fascina no personagem é exatamente esse caráter de formação. É o vilão sendo construído a partir do lado sombrio da Força, por assim dizer. É algo inédito nos filmes de Star Wars. Explico. Na trilogia clássica, IV – Uma Nova Esperança, V – O Império Contra-Ataca e VI – O Retorno de Jedi, temos um Darth Vader já estabelecido, envolto àquela aura misteriosa. Além dele, temos o imperador, também uma figura completamente formada.

Nos prequels, I – A Ameaça Fantasma, II – O Ataque dos Clones e III – A Vingança dos Sith, temos novamente a figura de Palpatine, prestes a dar o golpe na república galática. E, lógico, temos Anakin Skywalker, o futuro Vader. Então, contrariando o que acabei de falar, já acompanhamos a formação de um vilão nos filmes de Star Wars, certo? Ahn, não. Não a partir do lado sombrio.

Acho que Kylo é sujeito ímpar nesse aspecto. Principalmente pelo fato do Anakin passar pela formação Jedi para daí flertar com o lado negro, algo visto na trilogia original com o próprio Luke Skywalker. A escolha, ou o destino de cada um é que mudou. Anakin confronta seu mestre, Obi-Wan, enquanto Luke resiste aos chamados de Vader e Palpatine, com a ajuda fundamental do pai nesse processo, é claro.

O sucessor de Darth Vader.

Kylo Ren, em contrapartida, ocupa uma posição de destaque na Primeira Ordem. Portanto, no lado sombrio da história. Embora tenha passado pela escola de Luke, no momento da narrativa em que o conhecemos ele não está sendo treinado por uma academia jedi, por mestre Yoda ou por Obi-Wan Kenobi. Kylo, sim, é pupilo do enigmático Snoke. Por estar no lado do mal, por assim dizer, é esperado que Kylo não tenha qualquer tipo de escrúpulos. Assim é, e sempre foi, um vilão de Star Wars. Você lembra o que Vader fazia com os oficiais do Império que ousavam discordar de suas ordens, né?

O que vemos em O Despertar da Força é um vilão trepidante. Um cara que usa uma máscara por razões de idolatria. Um sujeito que sente o peso de ser o sucessor de Darth Vader, tanto por aspectos genéticos quanto de hierarquia. E, convenhamos, na galáxia de Star Wars, isso é um fardo e tanto. A partir dessa perspectiva, pra mim, Kylo Ren é um personagem único.

A construção de Kylo Ren.

Imagine a sala dos roteiristas de O Despertar da Força. Coloque-se na posição daqueles sujeitos. Arquitetar qualquer história de Star Wars deve ser uma baita honra. Mas também é uma grande responsabilidade. E essa responsabilidade fica ainda maior se pensarmos que, nesse caso, trata-se do pontapé de uma nova trilogia cinematográfica, a primeira totalmente alheia à George Lucas, o criador de todo o universo. Imagina a emoção de escrever essa história. Você cria um novo jedi. Ou talvez uma jedi. Você pensa em dois grupos rivais, um que luta pela liberdade e outro que deseja dominar a galáxia. Você planeja um novo vilão, tão duro quanto Darth Vader. É, aí temos um problema.

Ninguém é tão duro quanto Darth Vader na galáxia de Star Wars. Ou melhor, ninguém pode ser tão duro quanto Darth Vader. Vader é o supra sumo dos vilões nesse universo. É o ápice. Pensa comigo: Vader é um dos maiores vilões da história do cinema, capaz de realizar coisas terríveis e, ainda assim, é um dos personagens mais adorados de todos os tempos. Tanto dentro quanto fora da história, Darth Vader é um ícone. Portanto, o desafio de substituí-lo não é tarefa fácil, mesmo.

Um indivíduo em formação.

A solução encontrada foi a mais honesta possível: levaram para o personagem as preocupações da sala de produção. Ora, Kylo se questiona o tempo inteiro. Julga não estar à altura do avô. Mas, sejamos honestos, quem estaria? Kylo tem ataques psicológicos, pois ele, mais do que ninguém, se cobra para alcançar o que Vader alcançou. Na verdade, ele vai além disso ao dizer: “vou acabar com o que você começou”. Kylo Ren, ou melhor Ben Solo, toma para si os antigos objetivos do avô. Objetivos, aliás, que nem o próprio Vader conseguiu realizar.

Mais do que um vilão em formação, Kylo é um indivíduo em formação. A jornada de Ben Solo para Kylo Ren ainda não está completa, podem ter certeza disso. Um passo fundamental foi dado no final de O Despertar da Força, ao confrontar seu pai, Han. Entretanto, vimos como o light side também pode ser sedutor. Tudo depende do lado em que você está.

Minhas expectativas para o desenvolvimento de Kylo Ren são gigantescas. Tradicionalmente, Star Wars consegue valorizar os arcos narrativos dos principais personagens. Por isso mesmo, estou muito curioso para o que virá na sequência ao nosso amado e odiado quase vilão.

Por fim, a julgar os prequels de Star Wars, a jornada de Ben Solo tem tudo para ser mais marcante que a do próprio Anakin Skywalker.

Considerações finais.

Muito obrigado a você que me acompanhou no PlotCast Drops! Além de produzir conteúdo para o Plots eu também sou escritor e autopubliquei meu primeiro livro em formato ebook na Amazon. Trata-se de Cronolapso, o apocalipse do tempo. Uma história que pensa o fim do mundo de uma maneira bem peculiar. Você pode saber mais sobre o Cronolapso em www.cronolapso.com.br.

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TEXTO, NARRAÇÃO E EDIÇÃO: Alexandre Kirst

TRILHA SONORA: John Williams – Kylo Ren Theme (Star Wars Soundtrack)

TRILHA SONORA: Ross Bugden – Fall (licensed under a ‘Creative Commons Attribution 4.0 International License) – www.youtube.com/channel/UCQKGLOK2FqmVgVwYferltKQ

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Alexandre Kirst
Alexandre Kirst
Um publicitário apaixonado pela intensidade das palavras.