Quais momentos você tem para deixar ao mundo antes deles se perderem como lágrimas na chuva?

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Contextualizando Blade Runner 2049.

Se no PlotCast Drops anterior falamos sobre o universo de Blade Runner pré-2049, é claro que neste capítulo o assunto é o filme Blade Runner 2049! Se você leu ou ouviu, sabe do que estou falando. O episódio passado serve, de certa forma, como introdução a este aqui. Recomendo você ouvi-lo ou lê-lo. Mas o que eu te recomendo ainda mais é você assistir ao novo Blade Runner.

Antes de mais nada, quero alertar que o episódio de hoje não contém spoilers. Apenas uma contextualização da narrativa, alguns comentários e, como já é de praxe, muitas reflexões.

Comentei no programa passado sobre os curtas lançados pela Warner. Neles, fomos apresentados a três elementos fundamentais para o universo do 2049. Em ordem cronológica, o primeiro é o grande evento causado pelos replicantes que atacou as redes de dados, chamado Blackout. Depois, a ascensão do personagem Niander Wallace, interpretado por Jared Leto, o homem que adquiriu o espólio da Corporação Tyrell, a responsável original pela fabricação dos replicantes. Por fim, a introdução de Sapper Morton, dado vida por Dave Bautista, um replicante que passa a ser caçado pela polícia de Los Angeles.

A partir dessas informações tem início a trama de Blade Runner 2049. Com o Blackout, todos os dados armazenados nos grandes servidores foram perdidos. Houve um período de preconceito e caça aos replicantes, o que levou à proibição de suas fabricações. Niander Wallace, após adquirir o que restou da Tyrell Corporation, conseguiu erradicar a fome do mundo com a ajuda dos seus novos replicantes. A partir disso, somado com a criação de anjos, como ele os chama, aparentemente controlados pelos humanos, Wallace passa a criá-los novamente.

Entretanto, os modelos antigos, os Nexus 8, ainda seguiram pelo mundo pós-Blackout. E aí é onde entra o protagonista K, vivido por Ryan Gosling. Como vimos no curta que apresenta Sapper Morton, a polícia recebe uma ligação anônima indicando a identidade ou o paradeiro do replicante. É isso mesmo, é K quem vai aposentá-lo. É essa a primeira cena de Blade Runner 2049.

Reflexões sobre Blade Runner 2049.

Dada essa pequena contextualização e breve sinopse, quero compartilhar o que mais me chamou a atenção nesse filme de Denis Villeneuve. Blade Runner 2049 não apenas respeita o cânone. Ele o expande. Como comentei no episódio passado, as mentes responsáveis pelo filme entendem a importância do filme original. Dessa forma, os debates levantados pelo clássico de Ridley Scott são mantidos e aumentados.

Temos aqui a reflexão entre o verdadeiro e o artificial. Há sempre uma ambiguidade na natureza das coisas. Muitas vezes compartilhamos com os personagens suas dúvidas a respeito da origem de determinado personagem. Seria ele ou ela real? Seria aquele animal verdadeiro ou fabricado?

Além disso, o Blade Runner original é o conflito central do 2049. Muitas vezes as sequências de grandes sucessos não vão bem. A de Blade Runner consegue superar esse estigma. Na minha opinião, consegue porque não tenta reinventar a roda. Villeneuve, seus roteiristas e produtores seguiram a linha original do clássico. Com isso, não deixaram espaço para erros grotescos. Inclusive, uma das cenas mais emblemáticas do original está presente neste 2049. É de arrepiar.

Como você que viu ou verá o 2049 já teve a oportunidade de acompanhar o original e, como eu falei, seu enredo é parte central do novo filme, nós estamos à frente de K, o protagonista. Nós, como espectadores, sabemos mais do que o investigador. Isso foi um artifício de roteiro muito legal trazido pela obra. Você quer conversar com o personagem de Ryan Gosling. Quer contar pra ele o que você sabe. Até que… Bem, esse episódio não tem spoilers.

Blade Runner 2049 ainda apresenta inúmeros easter eggs. Recomendo você fazer uma busca no Google e procurá-los. Claro, depois de assistir ao filme! Blade Runner 2049 é, sem dúvida, um dos melhores filmes do ano. É daqueles que seguem ecoando dentro de você por uns bons dias. Assim como o clássico de 1982.

Fica minha reflexão final: quais momentos você tem para deixar ao mundo antes deles se perderem como lágrimas na chuva?

Considerações finais.

Muito obrigado a você que me acompanhou no PlotCast Drops! Caso você não saiba, além de gerenciar o Plots eu também sou escritor e publiquei meu primeiro livro recentemente. Chama-se “Cronolapso, o apocalipse do tempo”. Se quer saber mais sobre o Cronolapso, e, porque não, sobre os personagens de Cronolapso, basta acessar o site oficial do livro www.cronolapso.com.br.

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TEXTO, NARRAÇÃO E EDIÇÃO: Alexandre Kirst

TRILHA SONORA: Vangelis – Blush Response (Soundtrack Blade Runner)

TRILHA SONORA: Ross Bugden – Fall (licensed under a ‘Creative Commons Attribution 4.0 International License) – www.youtube.com/channel/UCQKGLOK2FqmVgVwYferltKQ

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Alexandre Kirst
Alexandre Kirst
Um publicitário apaixonado pela intensidade das palavras.