Pessoas perfeitas não são verossímeis nem mesmo na ficção.

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Eu sou o Alexandre Kirst e, como você já sabe, esse é o mais recente formato aqui do PlotCast. Episódios mais curtos, mais diretos, mais intimistas. Toda sexta-feira o PlotCast Drops estará no seu feed! Aliás, falando nisso, assine o nosso feed. O link está aqui na descrição do programa. Com isso, você pode acompanhar todo o nosso conteúdo. Além disso, você pode nos ouvir no soundcloud.com/plotcast ou diretamente no nosso site, o www.plots.com.br.

Uma coisa legal aqui do Drops é que você pode consumir tanto o áudio quanto o texto. Pra quem já segue a mídia podcast, já faz parte do cotidiano o conteúdo em áudio. Entretanto, muita gente não tem esse costume. Pensando nisso, o PlotCast Drops apresenta o mesmo conteúdo aqui narrado em formato de texto, ali no post no nosso site. Ou seja, o Drops é tanto um podcast quanto um artigo de texto! E no site, além do PlotCast, você encontra textos, vídeos e outros podcasts, como é o caso do Um Pixel Solitário. Acessa lá que sempre tá rolando algo bacana!

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Ainda sobre personagens.

No episódio passado do PlotCast Drops falei sobre os personagens de uma maneira geral. Nesse programa que você ouve agora quero expandir um pouco mais as minhas ideias sobre o mesmo tópico. Não é necessário que você tenha ouvido o episódio passado. Mas, como eles dialogam de forma bem próxima, seria legal se você conseguisse ouvi-lo.

Dessa forma, defendo que os personagens são o principal fator de nós, leitores, espectadores, público, nos conectarmos com as histórias, sejam elas mais realistas ou totalmente fantásticas. Para essa identificação ocorrer, os personagens precisam ser verossímeis. Nós nos imaginamos no lugar daquelas pessoas da ficção. Sofremos com eles, torcemos por eles. Xingamos seus adversários e defendemos seus amigos. Quando chegamos nesse ponto, estamos envolvidos com o enredo. Ponto para os escritores, roteiristas e contadores de histórias.

Identificação não quer dizer personagem perfeito.

O que eu quero destacar aqui é que essa identificação não quer dizer perfeição. Explico. É lógico que aquelas jornadas épicas do herói, do escolhido, do mocinho, o sujeito que sai do mundo comum e precisa encarar diversas provações para vencer o mal supremo nos atrai. É o monomito estudado por Joseph Campbell. Falamos sobre ele em um episódio do PlotCast, o link estará na descrição desse programa. Entretanto, a nossa percepção de mundo mudou. E, com ela, as narrativas também mudaram.

Hoje, um personagem perfeito, que não se corrompe, faz somente o bem e nega qualquer forma de tentação pode ser considerado chato. E ninguém quer acompanhar uma história cujo protagonista é um chato. Um exemplo do que falo é a popularização das jornadas do anti-herói ou do vilão. As séries e os filmes estão recheadas delas. Estivemos presos por muito tempo a histórias cujas estruturas eram pouco modificadas entre si. Acompanhar a trajetória de personagens problemáticos e, algumas vezes, até mesmo criminosos, faz com que nos importemos com protagonistas pouco convencionais.

Mas, como acompanhamos a história através da perspectiva desse anti-herói, nos identificamos com a narrativa. Embora moralmente duvidosa, chegamos a torcer por seu sucesso. Percebemos que ali, naquele enredo, há um personagem verossímil. Capaz de boas e más atitudes para atingir seus próprios objetivos.

A jornada do vilão ou do anti-herói.

Breaking Bad é considerada por muitos uma das melhores séries de todos os tempos. A jornada de Walter White a Heisenberg é exemplar nesse sentido. Um professor de química, frente a um grande problema, decide tomar um caminho sem volta que o leva ao crime. E nós torcemos por Walter! Nos surpreendemos a cada reviravolta. E, principalmente, reconhecemos o destino da jornada do personagem.

De maneira semelhante, temos Frank e Claire Underwood, de House of Cards. Temos Jimmy McGill ou Saul Goodman, de Better Call Saul. Nessa levada, temos quase todos os personagens de Game of Thrones. Se pensarmos no cinema, tivemos um filme como o Esquadrão Suicida cujos protagonistas eram todos vilões do universo da DC. Nesse sentido, pouco importa a qualidade da produção, não é isso que debato aqui. Mas, sim, a importância de valorizarmos a perspectiva de quem antes era apenas taxado como bandido, bad guy ou vilão.

Considerações finais.

Poderia citar diversos outros exemplos aqui. Mas o essencial é transmitir a ideia de que os personagens não precisam e, aliás, não devem ser um poço de bondade. Nós não somos assim na vida real. Se eu e você, que somos de carne e osso, cometemos nossos equívocos, é natural que as pessoas de imaginação Pessoas perfeitas não são verossímeis nem mesmo na ficção. e ficção também cometam os delas.

Muito obrigado a você que me acompanhou no PlotCast Drops! Caso você não saiba, além de gerenciar o Plots eu também sou escritor e publiquei meu primeiro livro recentemente. Chama-se “Cronolapso, o apocalipse do tempo”. Se quer saber mais sobre o Cronolapso, e, porque não, sobre os personagens de Cronolapso, basta acessar o site oficial do livro www.cronolapso.com.br.

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E você ainda pode nos ajudar no Padrim! Acesse padrim.com.br/plots e veja as recompensas. Certo? Eu, Alexandre Kirst, fico por aqui. Muito obrigado pela sua audiência e sexta que vem estarei de volta no PlotCast Drops!

TEXTO, NARRAÇÃO E EDIÇÃO: Alexandre Kirst

TRILHA SONORA: Ross Bugden – Revelation (licensed under a ‘Creative Commons Attribution 4.0 International License) – www.youtube.com/channel/UCQKGLOK2FqmVgVwYferltKQ

TRILHA SONORA: Ross Bugden – Fall (licensed under a ‘Creative Commons Attribution 4.0 International License) – www.youtube.com/channel/UCQKGLOK2FqmVgVwYferltKQ

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Alexandre Kirst
Alexandre Kirst
Um publicitário apaixonado pela intensidade das palavras.