Em 99% do tempo, inspiração quer dizer transpiração.

Seja bem-vinda, seja bem-vindo ao PlotCast Drops!

É isso mesmo, esse é o primeiro episódio desse novo formato do PlotCast. Episódios mais curtos, mais dinâmicos e, espero, com conteúdo legal! Eu sou o Alexandre Kirst e ano passado lancei uma série de episódios especiais de podcasts falando sobre a série Lost em um formato semelhante a esse aqui e o resultado ficou bem bacana. Pensando nisso e, principalmente, com o objetivo de nós, eu e você que me acompanha, podermos ter um contato mais direto, mais pessoal, com isso em mente é que surge o PlotCast Drops. O PlotCast linear, que trata de séries, filmes, games e cultura pop segue normalmente, com uma periodicidade mensal. Esse aqui, a versão Drops, será semanal e irá ao ar ou melhor, irá ao feed, todas as sextas-feiras! Como acabei de citar o feed, pode ficar de boa que ele segue sendo o mesmo. Certo?

Lembro que o PlotCast é o podcast do site www.plots.com.br. Aqui você encontra muito conteúdo bacana. Textos, vídeos e, inclusive, além do PlotCast temos o Um Pixel Solitário, o podcast dos meus amigos Bruno e Leona. Acessa o Plots que sempre tá rolando algo massa por aqui!

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Dito isso, hoje estou aqui para compartilhar com vocês um pouco da minha experiência em lançar o meu primeiro livro. Talvez quem me acompanha saiba, talvez seja uma novidade para alguns, mas semana passada publiquei o meu primeiro livro. Trata-se do Cronolapso, o apocalipse do tempo. Ele está disponível exclusivamente no site da Amazon em formato ebook. Tá bem acessível, custa R$ 9,99. Você pode adquiri-lo acessando bit.ly/cronolapso ou então visitar o site oficial www.cronolapso.com.br.

Como o título sugere, é uma ficção científica com uma história que pensa o fim do mundo de uma maneira bem peculiar. A trama se passa em um cenário distópico. E aí eu costumo dizer que o Cronolapso trafega entre várias subdivisões da ficção científica. Porque, claro, trata-se de uma história apocalíptica, mas também não deixa de ser uma distopia e, no decorrer da narrativa, você vai poder perceber que há um flerte, por assim dizer, com alguns outros elementos bem característicos da FC.

Só pra dar uma breve sinopse do livro e, claro, evitando qualquer tipo de spoiler, o Cronolapso é um evento de escala global que acontece nesse mundo, que é um pouco mais evoluído tecnologicamente em relação ao nosso. Esse grande evento manifesta-se a partir de um colapso nos meios de telecomunicações. O que acontece é que, a partir desse evento, a relação do ser humano com o tempo é modificada. Entretanto, nem todos foram afetados, digamos assim, pelo Cronolapso. E, além disso, esses poucos sujeitos passam a despertar umas condições bem estranhas. Esse é o caso Vinen Apricott, o protagonista da história. O Vinen é um cara viciado em tecnologia e um workaholic de primeira. Quando ele se depara com o colapso dessas redes as quais ele está constantemente conectado, sua vida sofre uma grande reviravolta.

A partir disso, a história trata da busca de uma resolução para as consequências apocalípticas causadas pelo Cronolapso. Claro, eu sou suspeito pra falar, mas também sou muito crítico e detalhista, principalmente com o meu trabalho, então é bem gratificante poder falar que o livro ficou muito legal! Os primeiros leitores já estão dando alguns feedbacks e tá bem, bem bacana. Espero que você que me acompanha aqui no PlotCast Drops tenha a oportunidade de ler o Cronolapso e depois, por favor, me conte as suas impressões.

A minha jornada de escrita do Cronolapso, que é o que quero compartilhar aqui, foi muito legal. Mas repleta de altos e baixos. Quando pensava em escrever, planejava a ideia da história e tudo mais, não podia prever como seria a realização desse trabalho. E é incrível como às vezes projetamos situações que não se sustentam quando vamos de fato colocar as ideias no papel.

Bom, a ideia para o Cronolapso surgiu no início de 2016. Foi uma percepção que tive ao analisar como é o modo de vida que levamos nos tempos modernos. Acordamos, trabalhamos, nos alimentamos, trabalhamos um pouco mais, às vezes estudamos, às vezes nos divertimos. Mas, por vivermos nessa rotina frenética, presa sempre aos mesmos processos, quantas vezes deixamos de lado algum sonho por falta de tempo? Quantas vezes usamos esse argumento de deixar pra depois ou de não poder fazer determinada coisa por conta do tempo? Por conta do cotidiano corrido? Por conta do stress, da ansiedade e de tudo que decorre dessas condições? O que decidi fazer no Cronolapso foi exacerbar essa percepção.

Mas isso era apenas uma ideia, não um livro. Um bom livro tem muitas ideias. Então eu fui amadurecendo essa primeira ideia, criando uma ambientação, um cenário legal e, quando eu percebi, tinha o que eu precisava: um conflito, um drama, um arco narrativo. Aí precisei planejar personagens. Como eles iriam se relacionar com o conflito? Como iriam se relacionar entre si? E o mais importante: qual seria a motivação de cada uma dessas pessoas da ficção? Uma vez que esse processo estava pronto, aí sim, comecei a escrever. E foram alguns longos meses de escrita. Coloquei uma meta de escrever ao menos de 1000 a 1200 palavras por dia. Se não fosse por isso, talvez o Cronolapso ainda estaria em fase de escrita.

Terminada essa fase, ainda não se tem um livro. Tem-se um manuscrito, certamente recheado de problemas, erros e arestas a serem aparadas. Isso quer dizer mais tempo de trabalho. Embora eu escolhi o caminho da auto-publicação, segui os passos que toda editora trilha ao lançar uma obra. Revisão ortográfica, leitura beta, edição e reescrita. Tudo isso foi realizado antes do livro estar disponível. Tudo para que a experiência do Cronolapso possa ser tão transformadora para quem lê-lo quanto foi para mim ao escrevê-lo.

No final das contas, às vezes pensamos que pra escrever é preciso inspiração, se o dia não está bom a escrita fica pra outra hora ou qualquer coisa do gênero. O problema é que dessa forma a musa inspiradora, que é aquele insight magnífico, nunca vai chegar. Neil Gaiman autor de Sandman, Deuses Americanos, Lugar Nenhum, entre tantas outras obras, fala sobre escrever nos bons dias e escrever nos maus dias. Isso faz parte da vida de um escritor. E, na verdade, faz parte do exercício de todas as profissões.

O que eu aprendi quando comecei a trabalhar com publicidade e reaprendi agora na escrita do Cronolapso é que, em 99% do tempo, inspiração quer dizer transpiração.

Muito obrigado a você que me acompanhou nesse primeiro PlotCast Drops! Se você ficou curioso e quer saber mais sobre o Cronolapso, basta acessar o site oficial do livro www.cronolapso.com.br, ou então bit.ly/cronolapso que você vai direto para a página de venda do ebook na Amazon. O Cronolapso também está nas redes sociais @cronolapso no Instagram e fb.com/cronolapso. Claro, também temos as redes sociais do Plots. Curta em fb.com/siteplots e siga-nos no Instagram @plotcast.

E você ainda pode nos ajudar no Padrim! Acesse padrim.com.br/plots e veja as recompensas. Certo? Muito obrigado pela sua audiência e sexta que vem estarei de volta no PlotCast Drops!

EDIÇÃO: Alexandre Kirst

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Alexandre Kirst
Alexandre Kirst
Um publicitário apaixonado pela intensidade das palavras.